quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Escondido .

Andava descalça naquela chuva, chorava, corria sem autocontrole, pena que não sabia voar.
Todos os dias estava lá, naquele cantinho dos seus sonhos, sentia paz ali, era a hora em que sorria, era a hora em que a encontrava.
Depois do dia em que metade dela partiu, nunca mais fora à mesma, não conseguia!
Seu sorriso enganava a qualquer um menos a si mesma; Lá ela podia ser ela, sem medo de chorar, ficar com os pés no chão e sorrir de alegria ou de aflição.
Sozinha ninguém hesitava suas palavras, ninguém a machucava. Apesar de tudo ela acreditava em si mesma.
As pessoas a fazia esmorecer, por mais que tentasse sempre manter a fé em cada uma delas... no fim se decepcionava. Tinha pensamentos estultos, quem sabe não existiria outro mundo onde pudessem acreditar no que ela guardava por dentro; quando pensava em se suicidar oscilava, cometer tal ato para que se sua palavra era inimaginável perante os ouvidos ?
Passou a freqüentar dês de então aquele lugar onde sozinha podia voar !
Com ruídos em sua voz rezava para que a escutassem e distinguissem o que trazia com ele. Lagrimas caiam, mais uma vez, agora em tons avermelhados que pingavam feito sangue, transparecendo a dor !
Pra sempre iria ficar ali naquele lugar, já era tarde para voltar.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Escudo

Dor? Perguntava-se sempre como seria sentir.
Lagrimas, até tentava expelir algumas, mas não havia lagrimas.
Amor... Tinha certa curiosidade para saber, mas; Sim só curiosidade, a única coisa mais próxima de um “sentimento”. Curiosidade!
Saber como seria sentir algo... Amor, dor, paixão, aquele sorriso, aquela lagrima mas nada! Nada mudava aquela expressão paralisada.
Era viva? Sim, corria sangue quente nas veias, mas diferente, como se houvesse um escudo dentro de si que a protegia de qualquer palavra ou ato que a fizesse sofrer, ou ser feliz.
A resguardava e a impedia de viver. Uma guerreira com escudo, portanto sem espada lutar para que? Por quem? Uma pessoa sem sensação alguma, não teria ódio, raiva jamais lutaria por um ideal.
A criticavam, dizia-se que era morta. Seu coração era indiferente.
Sorrir como se sua boca não mexia, se não sentia necessidade, se não havia motivos. Sua face era inerte.  
Um dia mudaria! Ela não queria!
Curiosidade? Isso passa.
Noites solidas
Choros frios, mortos ao vento.
Retornos sem fim, passados confrontados.
Tendência normais, sonhos vendidos.
Vida estranha.
Façanha. !

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Às vezes me pergunto o que estará pensando.
Se sonha e aonde quer chegar,
Mandando sinais indecifráveis, tentando entender cada olhar.
Se sente algo ao ouvir um sentimento ou simplesmente é como um espelho sem reflexo, onde nada o abala nem mesmo seu próprio sorriso.
Escondendo a si mesmo, fazendo- se de forte, mas que por dentro corroe como lamparinas acessas.
Tendo um alguém oculto, que retém forças que a carne não suportaria um alguém além de qualquer angustia e sofrimento, um alguém valente porem frio.
gélido pelo cansaço, imune pela dor.
Querendo chegar a um ponto final onde só se encontra reticências.....