sábado, 18 de dezembro de 2010

Felicidade.

- Papai o que é felicidade afinal?
- Talvez um dia você trombe com ela filha.
- mas ela é uma pessoa? pergunta a menina impaciente.
- talvez!
- e como vou saber pai?
- saberá.
Sem mais respostas a garota sai porta a fora em busca de algum rosto que pareça com a tal felicidade.
Vai aos lugares mais movimentados, senta-se em um banco que carregara e ali começa a olhar cada semblante.
Cada um com um significado..passa dali a incredulidade, a falsidade, a arrogância, a ignorância, vaidade..  Também em poucos rostos ela consegue ver a compaixão, a humildade, simplicidade..mas em nenhum deles consegue ver a felicidade.
Onde ela estaria ? E se ela não fosse uma pessoa?
Pensou em deixar tudo para trás, só que carregaria com ela a cara do fracasso..decidi então continuar sua busca.
Levanta-se, a chuva era fina e fria mas lhe realçava o coração, o sorriso daquela criança no colo da mãe acolhida lhe trazia paz e a fazia sorrir junto, e olhando cada gota do céu e sua imagem naquela pequena poça a fez ver a verdadeira felicidade.!
Que se dividia em um rosto sincero, um gesto honesto, em simples coisas da vida que só precisavam ser observadas com carinho.
A verdadeira felicidade só depende de como você a vê e em quais lugares vai querer encontrá-la!
E quando ela saltou todos perguntaram o que a levaria fazer aquilo... mas o que não sabiam é que antes dela tocar o chão ela conseguiu voar.
Seu sorriso que muitos apreciavam suas palavras que nunca pareciam tristes, seu rosto sempre feliz. Falso..todos seus sentidos, todos os seus gestos, não se passavam de encenações.
A vida dela me parecia perfeita, a verdade é que eu nunca consegui enxerga o que se passava dentro dela. Não dava!.
Do que adiantaria uma vida perfeita vista por mim..se meu próprio interior se escondia?!
Sim..somos duas.! Aquela garota que tem medo de mostrar seu verdadeiro eu, que esconde para não  preocupar, que prefere sofrer . E eu..o eu sem significado que é um falso gesto, com uma expressão planejada e uma vida forjada.
Talvez eu ainda não exista, talvez ela achou que tinha conseguido voar.