sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Escudo

Dor? Perguntava-se sempre como seria sentir.
Lagrimas, até tentava expelir algumas, mas não havia lagrimas.
Amor... Tinha certa curiosidade para saber, mas; Sim só curiosidade, a única coisa mais próxima de um “sentimento”. Curiosidade!
Saber como seria sentir algo... Amor, dor, paixão, aquele sorriso, aquela lagrima mas nada! Nada mudava aquela expressão paralisada.
Era viva? Sim, corria sangue quente nas veias, mas diferente, como se houvesse um escudo dentro de si que a protegia de qualquer palavra ou ato que a fizesse sofrer, ou ser feliz.
A resguardava e a impedia de viver. Uma guerreira com escudo, portanto sem espada lutar para que? Por quem? Uma pessoa sem sensação alguma, não teria ódio, raiva jamais lutaria por um ideal.
A criticavam, dizia-se que era morta. Seu coração era indiferente.
Sorrir como se sua boca não mexia, se não sentia necessidade, se não havia motivos. Sua face era inerte.  
Um dia mudaria! Ela não queria!
Curiosidade? Isso passa.

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